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Como os supermercados podem aproveitar uma plataforma de E-Commerce?

O comércio eletrônico é um mercado em constante expansão no Brasil. Depois de encerrar 2016 com faturamento de R$ 44,4 bilhões e taxa de crescimento de 7,4%, segundo o Ebit, a expectativa do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP é que esse percentual fique entre 10 e 15% em 2017.

O aumento exponencial do e-commerce no Brasil deve ser mantido, pelo menos, até a próxima década. A expectativa do Google é de que esse setor no país dobre de tamanho até 2021 e mantenha taxas de crescimento de 12,4% ao ano.

Diante de um mercado com futuro promissor, varejistas têm enxergado a abertura de supermercados online como uma alternativa para expandir as vendas realizadas em lojas físicas. A integração das duas alternativas tem se consolidado como um atalho para conquistar mais clientes.

O novo comportamento de consumo

Embora cresça de forma vertiginosa, o e-commerce ainda convive com o desafio de se adequar a clientes pouco habituados às vendas digitais e apegados a lojas físicas. Enquanto as compras online se tornam cada vez mais comuns ao cotidiano de jovens consumidores, clientes de outras faixas etárias ainda enfrentam receios em relação à aquisição de produtos com os quais não têm contato direto.

A incerteza se o produto adquirido corresponderá a todas as expectativas do ato da compra é um obstáculo a ser superado pelas lojas virtuais. De certa forma, o comércio eletrônico tem de enfrentar a barreira imposta pela impossibilidade de os consumidores experimentarem os produtos antes de concluírem a compra ou simplesmente poderem tocá-los.

Para conseguir aceitação entre as gerações mais antigas, o e-commerce ainda tem de superar o obstáculo da insegurança de alguns consumidores sobre as transações eletrônicas e o receio de que dados pessoais sejam violados.

Todavia, o crescimento do comércio online é reflexo do dinamismo e da agilidade oferecidos nas compras, além da possibilidade de comparação de preços e a rápida percepção do melhor custo-benefício.

Os empresários que optam por investir no comércio online têm alcançado resultados positivos. As redes de supermercados Savegnano e Mulfato são exemplos de como varejistas colhem bons frutos ao apostarem em lojas virtuais.

Savegnano

Segundo informações da Revista Super Varejo, a rede Savegnano atingiu crescimento de 248% em vendas online na comparação entre resultados obtidos em 2016 e 2015. A estratégia envolve mudanças de logística para operações virtuais nas 12 cidades do interior paulista onde possui lojas físicas.

O objetivo da rede Savegnano é alcançar faturamento comparado ao rendimento de lojas físicas com boas taxas de vendas. No e-commerce, o tíquete médio de gastos é de aproximadamente R$ 300.

Mulfato

Já a rede de supermercados Mulfato aproveitou a expertise da plataforma de e-commerce de eletroeletrônicos para oferecer o serviço de delivery em 46 lojas em 14 cidades de Paraná e São Paulo. Nos últimos três anos, o serviço apresentou um crescimento médio de 20%, alavancado pelo setor de eletrodomésticos.

Para ofertar o melhor atendimento aos consumidores online, a Mulfato conta com 30 colaboradores treinados exclusivamente para a realização desse serviço, além dos próprios entregadores que também exercem a função das entregas de compras feitas diretamente nas lojas físicas.

Como implementar um e-commerce em um supermercado

Enquanto o e-commerce de supermercados ainda dá os primeiros passos no Brasil, os empresários buscam as melhores estratégias para investimentos certeiros. O sucesso nesse setor vai muito além da criação da loja virtual e do início das vendas.

A implementação do comércio eletrônico em supermercados é dependente de quatro etapas: planejamento, desenvolvimento, divulgação e integração.

Planejamento

O planejamento envolve várias premissas. Inicialmente, o varejista deverá definir o mix de produtos, como será cobrado o frete e qual o prazo de entrega das mercadorias. Essa fase do negócio passa ainda pela política de preços que será adotada no comércio eletrônico.

Outro fator a ser considerado no planejamento envolve a abrangência de atendimento do e-commerce, tanto em um primeiro momento quanto na sequência do negócio. A loja virtual será capaz de atender clientes em outras regiões do país ou deverá concentrar sua oferta de produtos a consumidores locais?

Ainda nessa fase inicial, mais perguntas precisam ser respondidas a respeito organização de itens ofertados, layout e estrutura que facilitem o fluxo de compras, embalagens, pagamentos e controle de estoque.

Além disso, durante o planejamento, o supermercado deve entender o quanto ele é conhecido no mercado e o quanto fatura nacionalmente ou regionalmente, antes de decidir sobre a melhor estratégia de implementação.

Desenvolvimento

Na etapa do desenvolvimento, é importante estar atento às questões de personalização do negócio de acordo com as características da empresa e das lojas físicas. A mesma identidade da marca e as estratégias de mercado tradicionalmente utilizadas devem ser mantidas no e-commerce. Assim, é evitada a possibilidade de a loja virtual se tornar “concorrente” ou retirar clientes da loja física.

Divulgação

Na etapa de divulgação, a abertura de um comércio eletrônico é similar à abertura de uma loja física em uma rua sem movimento. Em ambos os casos, é preciso trabalhar a divulgação da loja para trazer clientes, a partir de uma estratégia bem organizada e preestabelecida.

Caso a loja física já tenha conquistado espaço e projeção no mercado, o empresário poderá usar esse fator como aliado para fortalecer o e-commerce. Porém, é preciso ter atenção à forte concorrência no meio digital. A localização e a proximidade de uma loja podem ser fatores determinantes para uma compra no comércio físico, mas deixam de ser relevantes no ambiente online, onde todos disputam em pé de igualdade pelos consumidores.

A localização somente será importante para a compra digital caso seja ofertada a possibilidade de a transação ser feita online com a retirada do produto na loja física.

Integração

E por fim, a última etapa diz respeito a integração do e-commerce com a loja física. Softwares de automação são fundamentais nessa etapa, quando o varejista deverá controlar mercadorias que estão à disposição do consumidor nos dois ambientes, físico e online.

Uma vez que utiliza o sistema para gestão de sua loja física, o varejista pode escolher quais produtos serão ofertados também na loja virtual e ter a certeza de que essas informações estarão integradas.

O auxílio de ferramentas de gestão, como o ERP, é o que garantirá que, por exemplo, o e-commerce não oferte produtos que já não estão mais disponíveis no estoque por terem sido esgotados na loja física.

Por que investir em um e-commerce?

Como podemos perceber, o comércio eletrônico apresenta altas taxas de crescimento e os consumidores têm se tornado mais habituados às compras digitais. O investimento em um supermercado online reflete a oportunidade de abocanhar um mercado ainda pouco explorado no Brasil.

Uma pesquisa do Mercado Pago indica como os varejistas podem conquistar mais clientes no ambiente online. Embora o número de pessoas que compram virtualmente cresça incessantemente, mais de 70% das pessoas entrevistadas disseram jamais terem comprado bens não duráveis pela web. Entre as razões apontadas, estão poucos supermercados oferecem o serviço ou que sua rede preferida não o disponibiliza, o desconhecimento da oferta online desses produtos o valor do frete como fator desestimulante.

Portanto, empresários que mirarem estratégias para superarem as barreiras citadas acima podem sair à frente dos concorrentes e conquistar a confiança de clientes que, em média, realizam compras acima de R$ 200, conforme a mesma pesquisa do Mercado Pago.

Os entrevistados apontaram os melhores preços, frete grátis, a presença de mais redes de supermercados na internet e poder receber e ver o produto antes de pagar como os fatores que os levariam a compras em um supermercado online.

O papel da TI no processo

O e-commerce é um caminho sem volta. Os consumidores já estão acostumados ou se adaptando rapidamente a realidade de consumir de forma online, seja pelos smartphones ou desktops. As vendas digitais estão intrínsecas à natureza do consumidor moderno.

Em 2016, o número de acessos à internet feitos por dispositivos móveis ultrapassou o realizado em desktops. Segundo estudo da Nielsen sobre comércio global conectado, atualmente, no Brasil, nove a cada dez pessoas (96%) já fizeram alguma compra online.

Para acompanhar essa tendência de mercado e oferecer o melhor atendimento aos clientes, é necessário estar acompanhado de um especialista em gestão de e-commerce, para evitar erros nas premissas de implementação do comércio eletrônico.

Além de auxiliar na instalação da loja online, uma empresa com expertise de atuação nesse setor oferecerá suporte e apoio no seu desenvolvimento a partir de sistemas de integração de gestão.

Para conhecer mais informações sobre o comércio eletrônico e tecnologias que favorecem o varejo, acompanhe a Procfit no Facebook, no Google+ e Twitter.

Rogério Cruz

17 anos de experiência nos segmentos de Varejo e Telecomunicações, graduado em Engenharia Elétrica pela USJT, Pós-Graduado em Gestão de Empresas pela PUC, MBA em Finanças pela FIA/USP e Mestre em Engenharia de Produção – Logística e Supply Chain pela FEI. Ocupou posições de diretoria de Logística, Operações e Supply Chain em empresas como CVS/Caremark (SP), Drogaria Venâncio (RJ), Brasil Pharma/BTG Pactual (PE), Drogaria Onofre (SP). Atualmente é o vice-presidente de Serviços da Procfit.

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