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Setor Varejista passa por momento instável e aposta no FGTS para aquecer o mercado

No ano de 2017, o setor varejista passa por um processo de reestruturação, já que no ano passado os resultados apresentados foram abaixo do esperado. Em 2016, o varejo restrito fechou o ano com decrescimento real de –6,2%, o que representa o pior resultado desde o início do monitoramento da série, em 2001.

Esse resultado negativo se deve pela deterioração no mercado de trabalho, onde houve o retrocesso da massificação de salários referente aos trabalhadores ocupados. Também merece destaque a inflação elevada de determinados segmentos, como é o caso dos produtos farmacêuticos e da alimentação.

Mesmo com uma série de índices negativos em 2016, a expectativa dos comerciantes para 2017 é positiva. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 99,9 pontos em março, em uma escala que vai até 200 pontos, esse foi o maior nível dos últimos dois anos. Na série com ajuste sazonal, o aumento mensal foi de 6,4%, esse indicador abrange pesquisas com 6.000 empresas varejistas.

O motivo dessa confiança se deve pela diminuição da pressão voltada aos preços de varejo, além da queda da taxa de juros básica, mas por outro lado os comerciantes não esperam no curto prazo resultados positivos das vendas. O principal fator que traz motivação aos comerciantes é a liberação do FGTS, o varejo prepara promoções com descontos de até 70% para fisgar o consumidor que tem direito a sacar os recursos de contas inativas do FGTS, as grandes varejistas prometem ofertas e condições especiais de pagamento.
Diante desse cenário, é importante salientar que o FGTS pode ser sim a válvula de escape para o crescimento do setor varejista, mas é preciso observar que o consumidor está receoso, pois muitas vezes não tem estabilidade e se preocupa com a possibilidade do desemprego, além de ter muitas dívidas, o que pode acabar ocasionando o fato de que o consumo não seja a prioridade.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) realizou uma pesquisa que apresenta números preocupantes para o varejista, já que segundo o instituto apenas 9,6% dos que vão sacar os recursos pretendem usá-los para comprar ou gastar com lazer. Por outro lado, chega a 65% os que vão usar o dinheiro para pagar dívidas ou poupar. Levando em conta os R$ 43,1 bilhões que serão sacados até julho, R$ 30,8 bilhões (71%) devem ser destinados a quitação de débitos ou poupança. Só R$ 3,7 bilhões, 8% do montante, serão usados para compras e lazer.

A tendência é que primeiramente os trabalhadores devem se livrar das dívidas e refazer suas reservas e em seguida devem voltar a consumir. Os dados da FGV são baseados em uma sondagem que apurou o que é prioridade para quem tem dinheiro de contas inativas a receber. Dos mais de 2 mil entrevistados em sete capitais, 41,3% afirmaram que pretendem quitar débitos. A FGV cruzou essa informação com dados da Caixa e estimou que R$ 17,7 bilhões serão usados para este fim. A segunda prioridade é poupar, escolhida por 24% das pessoas, que guardarão ou investirão R$ 13,1 bilhões.

Na minha visão cabe ao setor varejista analisar esses números e a partir disso estabelecer um plano que supra economicamente as suas necessidades produtivas e econômicas, é necessário que ocorra uma adequação a realidade do consumidor, oferecendo a ele boas oportunidades de compra, dessa maneira o consumidor terá diante de si um mercado varejista mais acessível financeiramente e isso poderá aumentar progressivamente o seu consumo dos produtos do mercado varejista, possibilitando um ganho para os dois lados.

Marcelo Guidugli

Graduado em administração de empresa, MBA em Controladoria e Finanças pela FUNDACE-USP-RP, MBA em Marketing também pela FUNDACE-USP-RP e MBA em Sistemas de Informação FIAP-SP, com 26 anos de experiência atuando inicialmente como analista de sistema no desenvolvimento de softwares empresariais na Companhia Açucareira São Geraldo S/A, Omega Sistemas Ltda, Usina Mandu S/A e posteriormente como consultor de implantação de sistemas e gestão empresarial. Atualmente é CEO da PROCFIT focado no planejamento estratégico e desenvolvimento de produtos.

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