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Entenda o que significa e saiba qual a importância do planejamento estratégico, tático e operacional

Tático e Operacional

Você acaba de entrar em uma aeronave comercial e mal se acomoda em sua poltrona, é avisado pela tripulação que o avião em que está prestes a voar é um modelo de testes, cujos instrumentos de orientação do painel do piloto  – como altímetro, indicador de velocidade e GPS – foram retirados por economia de custos.

Responda com sinceridade: ao saber de uma informação como essa, você permaneceria na aeronave? Certamente não, e sua resposta se dá – ainda que intuitivamente – porque você sabe que sem referenciais, é impossível chegar a algum lugar. Para ser mais direto, o improviso deliberado invariavelmente conduz à tragédia. É exatamente por isso que há planejamento estratégico tático e operacional nas organizações.

Planejamento é o processo desenvolvido para atingir uma situação futura desejada. No mundo dos negócios, esse “detalhe” é fundamental para que se possa mudar o curso natural dos fatos empresariais ou mesmo para preparar a organização adequadamente para os desafios que o mercado impõe.

Preparamos esse post no intuito de mostrar a você que existe uma relação íntima entre sincronização dos 3 níveis de planejamento e sucesso na organização! Acompanhe-nos:

Planejamento estratégico

Nesse nível de planejamento (que costuma ser delineado pela alta cúpula da organização), a empresa é vista de forma sistêmica e integrada ao ambiente externo.

Aqui serão traçadas as macroestratégias da organização. Por ter um olhar fixo no longo prazo, seus contornos são mais gerais e visam atingir os fins que norteiam a empresa (esse processo contribui para a definição da missão, visão e valores do negócio). É com base nesse nível de planejamento que o âmbito departamental (tático) traçará as metas do nível operacional.

O planejamento estratégico é contínuo e leva em conta tanto fatores internos (infraestrutura, necessidade de expansão de unidades) como externos (entrada de novos concorrentes, variações cambiais, isenções tributárias), o que explica o uso frequente de ferramentas como a Matriz SWOT  para dar aos gestores conhecimento mais global do papel da empresa no mercado.

Um resumo das características desse processo gerencial:

  • Nível institucional;
  • Envolve a empresa como um todo (integrado);
  • Visa o longo prazo (5 a 10 anos);
  • Extremamente amplo (uma vez que é difícil definir detalhes para períodos tão longos);
  • Definido pela alta direção da empresa (proprietário, CEO, diretoria);
  • É estruturado com base nas perspectivas futuras do ambiente externo e interno;
  • Objetiva a racionalidade das tomadas de decisões e alocação de recursos de forma eficiente e eficaz;
  • Devido ao seu prazo extenso, deve ser revisado permanentemente.

Exemplos de objetivos estratégicos:

  • Expandir a quantidade de filiais em 40% em 10 anos;
  • Internacionalizar a empresa em até 8 anos;
  • Aumentar a participação (market share) no mercado;
  • Ampliar o faturamento global.

Importância do planejamento estratégico

As mudanças cada vez mais abruptas nas empresas (fruto da globalização, inovações tecnológicas e alterações no perfil do consumidor) exigem que as organizações adotem uma visão holística sobre si mesmas e sobre seu ambiente de negócios.

Trata-se de antever cenários e enxergar luz onde a concorrência tenderá a ver apenas escuridão (e quando for tarde demais para ver algo!). Afinal, sem uma visão clara e antecipada do caminho a ser percorrido, dificilmente se alcançará um objetivo. Ou como dizia Peter Drucker,

“Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.”

Planejamento tático

O planejamento tático é aquele que faz a ponte entre o planejamento estratégico (longo prazo) e o operacional (curto prazo). Projetado para o médio prazo e liderado pelo âmbito gerencial, esse processo costuma abranger cada departamento, fazendo dessa etapa uma tradução em nível setorial dos objetivos estratégicos traçados pela diretoria (os quais são transformados em objetivos concretos de áreas como Marketing, Vendas, Finanças, etc.).

Trata-se do início de um “desenho” das ações que serão executadas na empresa para alcançar seus objetivos.

Algumas marcas do planejamento tático:

  • Nível departamental;
  • Desdobra os planos estratégicos em planos setoriais;
  • Projetado para o médio prazo (1 a 3 anos);
  • Mais específico do que o planejamento estratégico;
  • Mais ligado aos níveis gerenciais;
  • Cria condições para que os objetivos estratégicos sejam atingidos.

Exemplos de objetivos táticos:

  • Reestruturar o departamento de marketing no próximo ano;
  • Implementar um novo sistema de gestão que subsidie o departamento comercial para aumentar o ticket médio da empresa;
  • Redesenhar o fluxo de trabalho no processo de escrituração contábil através da tecnologia (integração com sistemas de Escrituração Fiscal Digital – EFD).

Importância do planejamento tático

O planejamento tático é essencial para equilibrar a empresa entre seus alvos de futuro (PE) e suas ações efetivas no presente (PO). Afinal, de nada adianta viver com olhos no horizonte sem ações concretas, nem agir de forma imediatista sem qualquer pensamento de longo prazo.

Planejamento operacional

Após o planejamento dos macro-objetivos do negócio e sua tradução para o nível dos departamentos, chegou a hora de formalizar metodologias e procedimentos, formando os planos operacionais, que antecederão a implementação das ações previamente desenvolvidas pelo nível tático.

De curto prazo e conduzido pela supervisão, esse âmbito do processo administrativo está diretamente conectado com a área técnica de execução de uma determinada ação (preocupa-se com metas e KPIs bastante específicos).

O planejamento operacional dita as regras para que os colaboradores possam efetivamente “colocar a mão na massa”. Cronogramas, estimativas de fluxos de caixa, manuais e regulamentos, gráficos de orientação de cumprimento de tarefas (como Gráfico de Gantt) são alguns exemplos de ferramentas utilizadas em âmbito operacional para guiar as ações a serem executadas.

É importante lembrar que cada planejamento operacional deve conter recursos para a materialização das ações, procedimentos a serem adotados, prazos estimados, responsáveis pela execução, além dos objetivos esperados.

Resumo das características do planejamento operacional:

  • Nível operacional (envolve cada tarefa ou atividade isoladamente);
  • Desdobra os planos táticos em indicações de ações concretas;
  • Projetado para o curto prazo (3 a 6 meses);
  • Concreto e objetivo (cumprimento das metas traçadas pelo nível tático para atingir aos objetivos estratégicos);
  • Costuma ser definido pela supervisão;

Exemplos de objetivos operacionais:

  • Bater a meta individual de vendas no mês;
  • Cumprir o cronograma de entrega de tarefas;
  • Aumentar a produtividade individual.

Importância do planejamento operacional

É importante destacar que o planejamento estratégico jamais sairá do papel se os planejamentos tático e operacional não forem bem definidos. Perceba que essa divisão entre planejamento estratégico, tático e operacional é muito mais didática do que prática, uma vez que se tratam de etapas contínuas, permanentes e interdependentes.

Todos os âmbitos são fundamentais para o sucesso da empresa: enquanto o nível estratégico define a visão, o tático desdobra esse alvo em planos menores, que por sua vez serão executados através dos procedimentos delimitados no plano operacional.

O planejamento operacional é, portanto, fundamental para colocar em prática as ações pensadas nos outros dois tipos de planejamento.

Anteveja os rumos do mercado

O general e ex-presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower dizia que “antes da batalha, o planejamento é tudo. Assim que começa o tiroteio, é tarde demais para planos, uma vez que eles se tornam inúteis.” Prepare sua empresa para a guerra do mercado antes do tiroteio. Busque uma consultoria de excelência em processos de gestão empresarial.

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Gustavo Passagem

Formado em Engenharia de Produção na USP, com MBA em Gestão Estratégica pela FGV e pós-graduado em Logística pelo Exército Brasileiro, possui ampla experiência em Gestão de Projetos. Atuou como PMO em operadores logísticos e transportadoras nacionais e multinacionais, desenvolvendo e gerenciando projetos para empresas do ramo Farmacêutico, Automotivo, Varejo, Healthcare, Eletroeletrônico e Alimentício, como Sony, LG, Ford, Natura, VW, Scania, Officer, Ducatti, Novartis, Panarello, entre outras. Atualmente é o Gerente de PMO da Procfit.

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