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Entenda os 5 pilares do planejamento empresarial

Você sabe o quanto de dinheiro precisa investir no seu negócio?  E qual o retorno esperado? O processo de planejamento empresarial é o pontapé inicial no trabalho de preparação para entrar no mercado.

É por meio de um bom planejamento que são estabelecidos os objetivos, quais recursos serão necessários para atingi-los e quais estratégias deverão ser definidas para administrar a aquisição, utilização e disposição desses recursos, processos, prazos e meios para sua concretização.

O planejamento empresarial, por vezes, é relegado a segundo plano, o que é um grande equívoco! Com ele, é possível realizar uma análise de viabilidade do negócio e retornos financeiros, utilizando indicadores apropriados, como análise do ponto de equilíbrio, prazo de retorno (payback time), Valor Presente Líquido (VLP ou NPV) e Taxa Interna de Retorno (TIR ou IRR).

O que leva a um planejamento empresarial eficiente?

O planejamento empresarial tem por base nada menos do que seis Ps: Proper Prior Planning Prevents Poor Performance (planejamento adequado com antecedência evita desempenho ruim, em tradução livre). Ou seja, o plano empresarial obriga a empresa a pensar em objetivos. Com isso, alguns elementos básicos não podem faltar ao se estabelecer uma política financeira:

  1. O investimento necessário para novos ativos. É resultado das decisões orçamentárias tomadas pelo gestor e surgirá da necessidade de investimentos.
  2. O grau de alavancagem financeira que a empresa decide empregar, ou seja, determinará o montante de dívidas que a empresa usará para financiar seus investimentos em ativos reais. O que significa que o gestor deverá implementar uma política para estrutura de capital.
  3. O montante de caixa considerado necessário e dentro das condições reais da empresa para pagar acionistas. Essa é a política de dividendos da empresa.
  4. O montante de liquidez e capital de giro necessário para suas operações de rotina. Essa é a decisão sobre o capital de giro da empresa.

Via de regra “nenhum negócio deve sair do papel sem um bom plano financeiro”. Mas,para elaborar um planejamento financeiro realmente bom e que leve a um nível de eficiência desejado, é preciso conhecer alguns pilares. Confira!

1. Orçamento

O orçamento empresarial consiste num conjunto de ações sistematizadas que têm por objetivo projetar e controlar os resultados financeiros em um determinado período de tempo levando em consideração seus objetivos, metas e atividades previamente planejadas.

De forma geral, um plano orçamentário passa a ser um importante instrumento de planejamento, controle e avaliação de resultados financeiros, cujos resultados são frutos da execução das atividades previstas na empresa e dos projetos por ela assumidos.

Um orçamento empresarial pode apresentar inúmeros objetivos, podendo ser citados:

  • Gerar uma melhor compreensão de planejamento financeiro na empresa;
  • Planejar as entradas e saídas de caixa;
  • Planejar eventuais necessidades de financiamento;
  • Comparar resultados realizados com aqueles projetados;
  • Elaborar análises sobre os resultados financeiros realizados;
  • Permitir que o gestor possa tomar decisões com base em dados estruturados;
  • Estabelecer limites máximos de desempenho por conta orçamentária ou de departamento;
  • Verificar possíveis gastos desnecessários de caixa e sua destinação.

O plano orçamento é uma peça fundamental de comunicação externa e interna. Internamente, os departamentos passam a ter conhecimento do que se espera deles em termos de resultados e quais recursos terão à disposição para alcançá-los. Externamente, os dados gerados podem ser usados para subsidiar eventuais informações solicitadas por credores, fornecedores, instituições bancárias e demais interessados.

É importante destacar que o planejamento orçamentário tem duas perspectivas de atuação em relação ao período de interesse. A primeira é a de um orçamento elaborado ex-ante, ou seja, antes da execução das ações que levarão à realização dos fluxos de caixa (execução orçamentária). Ou melhor, nesta perspectiva o orçamento passa a atuar como um planejamento financeiro, cuja atuação está centrada nos planejamentos estratégicos, tático e operacional.

Já a outra perspectiva relacionada ao tempo é ex-post, ou seja, após realizar as ações e, consequentemente, dos fluxos financeiros. Nesta perspectiva a atuação do orçamento é voltado para o controle financeiro.

2. Cronograma

Ao estabelecer um orçamento, é fundamental contar com um cronograma, já que é preciso saber exatamente o tempo e os recursos que deverão ser alocados para o cumprimento de um determinado projeto.

Com o cronograma estabelecido, é possível conhecer o quanto de recurso será necessário, dentro de um período de tempo, para um determinado projeto. Certa quantidade de recurso pode ser grande ou pequena para um período de tempo.

Para as empresas que lidam com múltiplos projetos, estabelecer um bom cronograma é ainda mais importante. Na falta dele, fica impossível saber se determinado processo, setor ou mesmo projeto inteiro está consumindo mais recursos do que deveria, o que leva a maiores gastos e reduz a lucratividade.

3. Fluxo de caixa

No processo de elaboração do planejamento financeiro estratégico, o fluxo de caixa se destaca como um dos pilares de extrema importância. Nele serão inseridas todas as entradas e saídas de recursos, o que garante um planejamento assertivo em relação às movimentações financeiras da empresa e também levando em consideração o orçamento disponível — o que inclui investimentos recebidos ou empréstimos que foram adquiridos — e o plano de negócios da empresa.

Em relação às entradas, é possível planejar os recebimentos à vista e a prazo dos clientes e também os investimentos que foram realizados, seja para modernizar, para incrementar o capital de giro, expandir ou alavancar a produção. Já em relação às saídas, são especificadas as despesas fixas e variáveis (como impostos, aluguel, salários), custos diretos e indiretos,pagamento de financiamentos e outros gastos imprevistos.

É com um bom controle do que entra e sai de recursos do caixa que o gestor pode planejar quais as futuras ações da sua empresa, como por exemplo a possibilidade de estender o prazo de pagamento dos clientes, ou se é preciso pedir mais tempo aos seus fornecedores; aumentar o salário dos colaboradores; realizar promoções para queimar estoque ou até mesmo investir em novos produtos e serviços.

Na elaboração do fluxo de caixa, leve em consideração algumas dicas:

  • Realize um inventário financeiro de todas as movimentações de caixa;
  • Mantenha todos os dados organizados, atualizados e categorizados;
  • Defina uma periodicidade para analisar os relatórios de fluxo de caixa;
  • Compare os saldos bancários com o saldo disponível em caixa.

4. Precificação

Ao estabelecer um preço que não cobre os custos operacionais e não gera certa margem de lucratividade, o empreendedor pode estar sentenciando o próprio negócio ao fracasso, afinal é por causa das receitas geradas que é possível se manter competitivo e atuante diante da concorrência.

Numa precificação indevida, todo o planejamento financeiro pode ser prejudicado, tornando-se inviável e ineficiente. Para que isso não ocorra, três fatores precisam ser levados em consideração:

  • Os custos e as despesas geradas no processo de execução do produto ou serviço;
  • A margem de lucro desejada;
  • Os preços praticados pela concorrência.

De nada adianta investir e buscar alavancar a produção se o preço das mercadorias está desvalorizado ou estabelecido com base numa informação equivocada. O volume de vendas pode até estar sendo alcançado, mas um preço abaixo do que realmente deveria ser pode gerar prejuízos, assim como um custo superavaliado pode causar queda de vendas e, consequentemente, perda de mercado.

Dessa forma, sabendo dos custos que incidem sobre a produção, é possível realizar comparações com a concorrência e estabelecer preços que possam ser atrativos e que condizem com a realidade da empresa e do mercado.

5. Controle financeiro

Para que um planejamento financeiro empresarial realmente dê certo, o processo de controle é a chave do sucesso. Ou seja, ele consiste em verificar se as ações estabelecidas inicialmente estão sendo executadas e se o desenvolvimento real está de acordo com o planejado.

Além disso, é por meio dele que o gestor consegue conferir se os gastos estão dentro do orçamento, se os prazos estão sendo seguidos e se as projeções estão sendo avaliadas adequadamente.

Via de regra, quando o controle é realizado de forma certa, é possível verificar erros e falhas que levam a um desempenho inferior, o que possibilita ao gestor estabelecer um plano de ação que possa levar tais objetivos a serem alcançados.

De forma geral, controlar significa:

  • Definir padrões de desempenho que possam otimizar os recursos, procedimentos e materiais;
  • Monitorar o desempenho;
  • Estabelecer ações corretivas para assegurar o cumprimento dos objetivos desejados.

E então, nosso post sobre planejamento financeiro empresarial atendeu às suas expectativas? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo e participe!

Luis Mathias

Graduado em Administração de Empresas pela FASERT com MBA em Gestão Estratégica pela FGV e mais de 15 anos de experiência acumulados em administração de TI e Análise e Desenvolvimento de Sistemas para negócios e processos de controladoria que dão base à sua atuação como Gerente de Desenvolvimento na Procfit.

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