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Do planejamento às políticas de venda: o que a prevenção de perdas pode fazer ao seu negócio

As melhores práticas de prevenção de perdas no varejo começam desde o planejamento de compras, que se refere ao que comprar e o quanto comprar, e vão até as políticas de gestão e controles de estoques, os famosos inventários que estão dentro das lojas físicas e centros de distribuição. Porém, no meio deste processo, muito se perde quando não há um plano de prevenção de perdas.

De acordo com o portal Prevenir Perdas, as empresas sofreram um aumento de 26% nas perdas entre 2012 e 2013. Separando por setores, os ramos que mais sofrem com as perdas são os supermercados (2,52%), materiais de construção (1,41); e farmácias (1,37%), respectivamente.

Há duas soluções eficazes para esse tipo de problema. A primeira resposta objetiva para recuperação/diminuição do índice de perda está associada diretamente ao quanto podemos melhorar o resultado de uma empresa simplesmente controlando perdas de forma melhor. A segunda resposta está associada a prejuízos e riscos à imagem da empresa, pois algumas vezes a não prevenção também extrapola o fator. Os dados do portal revelam que existem empresas sem uma área voltada a disseminação da prevenção de perdas ativa.

O gráfico 2 é o reflexo dos 39% dos supermercados e os 11% das farmácias que não possuem área de prevenção. Para ter sucesso, área de prevenção de perdas deve ser utilizada como propagadora de cultura, e o programa de prevenção de perdas precisa ter apoio da alta administração. A prevenção é algo que precisa ser vivido na empresa e não registrado somente em procedimentos operacionais guardados em mesas de gerentes ou pendurados em quadros das áreas funcionais.

Prejuízo Dobrado

Em junho, um episódio marcante aconteceu no Distrito Federal. Diversos consumidores levaram alimentos de graça de um supermercado após terem encontrado produtos vencidos nas prateleiras. Foram mais de 30 casos registrados, sendo que alguns só notaram que o produto pereceu após ter consumido.

O mercado, que havia assinado um convênio com o Procon-DF e a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), teve que entregar um artigo idêntico e dentro da validade aos consumidores que encontraram os produtos vencidos, conforme o combinado com os órgãos reguladores. Foi uma perda dobrada, já que o estabelecimento perdeu o produto vencido e o produto cedido. A reputação da empresa também fica em xeque, já que as redes sociais podem disseminar indignações e reclamações na velocidade do teclado e mouse.

Esse case nos leva a uma única questão: Como foi possível acontecer? É essa é a prova de fogo que muitos gerentes, diretores e até mesmo donos de redes enfrentam quando não se planejam. O pior problema é que essa dor de cabeça afeta a imagem da empresa.

Problemas persistentes

Às vezes, mesmo com criando programas de prevenção, as empresas ainda experimentam perdas expressivas. Para controlar perdas, políticas e procedimentos devem existir, e, além disso, precisam acontecer na prática.
Não é incomum observarmos empresas que possuem procedimentos bem delineados, mas quando se chega na prática é fácil notar que as coisas se revelam um pouco diferente do que se está escrito. O primeiro passo é ter procedimentos/processos mapeados que reflitam a prática. Essa simples ação de mapear os processos permitirá que sua empresa identifique de largada algumas perdas existentes na cadeia.

Processos mapeados permitem que os gerentes de áreas identifiquem de forma clara, mesmo que certo ou errado onde estão as raízes dos problemas. Isso permite a adoção de medidas para aprimorar os processos de forma rápida, pois se atua na causa-raiz do problema. Sem processos definidos, o gerente terá literalmente que vasculhar onde estão os gargalos, e não é fácil encontrá-los. Além disso, a empresa não terá o que aprimorar, pois não existem bases e procedimentos para serem editados e levados aos seus funcionários como fontes de treinamento e capacitação.

Com os processos mapeados, os passos seguintes são auditorias recorrentes e treinamentos/reciclagens. Este organismo precisa se manter vivo, ter processos. Não assegurar que eles funcionem na prática é o mesmo que não ter processos. É possível ter resultados bons, entretanto, os resultados excepcionais só acontecem com o aperfeiçoamento contínuo de TI, dos recursos humanos e dos processos.

Paulo Machado

Graduado em Gestão Financeira (Unifai), Contabilista (CRC SP), Graduação em Direito UNIP (2017), com 25 anos de experiência nas áreas Contábil e Fiscal, atuando em empresas de médio e grande porte, nacionais e multinacionais ocupando posição de gerencia. Profundos conhecimentos na implantação de sistemas em empresas como CVS/Caremark (SP) e TIM Brasil (SP), recuperação de impostos através de análises tributárias. Atualmente é diretor da área de consultoria tributária da PROCFIT e sócio da EZ Consultoria Tributária.

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